Farmácias dos Açores ameaçam cortar medicamentos comparticipados pela ADSE

2018-11-14

Farmácias dos Açores ameaçam cortar medicamentos comparticipados pela ADSE

As farmácias açorianas estão a assegurar, desde setembro, as comparticipações dos medicamentos relativas aos cerca de 50 mil beneficiários da ADSE nos Açores, num montante despendido que já ultrapassa meio milhão de euros.

Em causa estão atrasos nos pagamentos das comparticipações às farmácias por parte do Governo da República, uma vez que, por imposição da Lei do Orçamento do Estado em vigor, a Região, este ano, passou a entregar a Lisboa os descontos para a ADSE feitos pelos trabalhadores beneficiários deste regime também nas ilhas.

Assim, cabe agora ao Governo de António Costa pagar todos os reembolsos, incluindo as comparticipações dos medicamentos, mas desde setembro que tal não acontece.

Perante isso, as farmácias açorianas ameaçam deixar de assumir essa responsabilidade, caso as negociações para um novo contrato entre a Associação Nacional das Farmácias e a ADSE, relativo à Região, não sejam rapidamente iniciadas.

Entretanto, a Secretaria Regional da Saúde já veio dizer que, apesar dos encargos com as comparticipações nos medicamentos dos beneficiários da ADSE residentes nos Açores serem uma responsabilidade do Serviço Nacional da Saúde, a Região estará disponível para assumir esses pagamentos às farmácias, a titulo provisório e com posterior cobrança à República, para evitar uma situação incómoda, injusta e incompreensível para os utentes da ADSE nos Açores.