2018-12-04
A edição 63 da “Atlântida – Revista de Cultura”, do Instituto Açoriano de Cultura, já está nas bancas, depois de, no passado sábado, ter sido lançada, numa cerimónia que decorreu na Câmara Municipal da Praia da Vitória. Sendo esta edição dedicada às nuvens é de destacar um artigo do professor da Universidade dos Açores, Eduardo Brito de Azevedo, sobre a problemática das nuvens e das alterações climáticas.
Como habitualmente, a revista do Instituto Açoriano de Cultura inclui colaboração diversa, agrupada nas secções “Estudos e Criação Artística”, “Estudos e Criação Literária”, “Ciências Humanas”, “Outros Saberes” e, conta também, com o último dossier “Asas Sobre o Atlântico”, dedicado a Santa Maria e à história da aviação nos Açores.
Com capa e separadores de António Araújo, esta edição contém ainda trabalhos de Carlos Fiolhais, Eva Albuquerque e Pedro Maia, uma apreciação sobre a obra cinematográfica e literária de António Macedo (por José Vieira Mendes), um relevante dossier dedicado à poesia cabo-verdiana do século XXI (coordenado por poeta cabo-verdiano residente na ilha Terceira, António de Névada), poesia da ilha das Canárias e análises sobre as obras de Fernando Pessoa (por Fernando Cabral Martins), Vitorino Nemésio (por Cláudia Cardoso) e Clarice Lispector (por Carlos Mendes de Sousa).
Sobre Pessoa e Nemésio, respetivamente, uma atenção às ligações familiares da família de Pessoa à ilha Terceira (de onde a família da mãe era natural) e sobre a Praia da Vitória e a “Festa Redonda” de Vitorino Nemésio.
Avelino Freitas de Meneses e Hélio Soares também escrevem nesta edição da revista, focando a sua atenção histórica sobre a ilha do Corvo e a história dos transportes para a mais pequena ilha do arquipélago.
Manuel Meneses Martins aborda os primórdios da aviação no campo da Achada (Terceira) e António Lopes e outros autores (dos quais se destacam um grupo de arqueólogos) dedicam-se à história da maçonaria nos Açores e na ilha Terceira, em particular. Aliás, sobre esta matéria, Carlos Bessa, Presidente do Instituto Açoriano e Cultura, sublinhou a importância histórica da maçonaria nos Açores falando “um pouco sobre esta nobre instituição, cuja presença nos Açores foi tão importante, recordando-se os primórdios do poder autárquico democrático, na altura do liberalismo, no século XIX, com Teotónio de Ornelas em Angra do Heroísmo ou a presença da Sociedade Amor da Pátria, no Faial”. A importância da matéria, diga-se, fez deslocar à ilha Terceira, para a sessão de apresentação da revista, o autor de um dos artigos principais sobre maçonaria, António Lopes (reconhecido historiador e ex-diretor do Museu Maçónico do Grande Oriente Lusitano), que proferiu uma palestra sobre a temática.
Nota ainda para outros conteúdos: Carlos Riley e Isabel Albergaria refletem sobre “Turismo e Identidade”; José Guilherme Reis Leite sobre “Autonomia e Ensino”; Assunção Melo sobre a “Sociedade Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus”.
O dossier “Asas sobre o Atlântico” aborda a aviação internacional, com vários trabalhos sobre a ilha de Santa Maria, num trabalho coordenado por Carlos Riley e António Monteiro, da associação LPAZ.
A revista conta com design de Angelina Caixeiro e José Augusto Guerra e está agora à venda, por vinte euros.