Queijo probiótico desenvolvido na Faculdade de Ciências Agrárias

2018-12-06

Queijo probiótico desenvolvido na Faculdade de Ciências Agrárias

Duas alunas de doutoramento e quatro investigadores da Universidade dos Açores, Faculdade de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo, desenvolveram um queijo fresco probiótico, feito com leite de vaca, que contém uma bactéria que impede intoxicações alimentares.

Segundo Célia Silva, uma das investigadores ligadas ao projeto, disse ao RCA, trata-se de uma iniciativa pioneira: “este é o primeiro queijo fresco probiótico do mundo que está patenteado. O produto já foi testado e, recentemente, foi registada a sua patente industrial”.

O projeto resulta de um trabalho de investigação intensiva de há vários anos, que começou com o estudo de bactérias presentes no queijo do Pico.

Para já, a produção do queijo fresco probiótico tem sido feita a uma escala de laboratório. O objetivo é que passe, a seguir, para uma escala semi-industrial.

Por outro lado, a investigadora Célia Silva salienta os benefícios do consumo do queijo fresco da Região.

Neste sentido, a equipa de investigação continua na pesquisa e teste de bactérias de queijos tradicionais, com leite não pasteurizado, que tenham efeitos benéficos para a saúde, como no reforço do sistema imunitário, combate a alergias ou efeito de relaxamento.

Para já, está patenteado o queijo fresco probiótico, feito com leite de vaca, que contém uma bactéria que impede intoxicações alimentares, que foi desenvolvido por Márcia Coelho, Susana Ribeiro, João Madruga, Henrique Rosa,Maria Dapkevicius e Célia Silva, todos investigadores da Universidade dos Açores. 

Este projeto desenvolve um queijo fresco probiótico usando a bactéria lactococcuslactis, estirpe l3a21m1. A estirpe introduzida produz uma bacteriocina com atividade anti-listeria (lacticina 481) conferindo um benefício para a saúde ao proporcionar um efeito protetor contra toxi-infecções alimentares.