Voos da DELTA para Ponta Delgada: PSD e CDS acusam Governo e mentir à Terceira

2018-12-07

Voos da DELTA para Ponta Delgada: PSD e CDS acusam Governo e mentir à Terceira

Na sequência da entrevista do antigo embaixador dos Estados Unidos da América em Lisboa, Robert Sherman, ao jornal “Expresso”, estalou o verniz, por causa deste ter assumido que os voos da DELTA entre Nova Iorque e Ponta Delgada foram um contrapartida conseguida para fazer face à redução do efetivo militar americano na Base das Lajes.

Depois da Câmara do Comércio de Angra ter exigido esclarecimentos ao Governo Regional, também a oposição acusa o executivo socialista de “mentir” e “iludir” os terceirenses.

O líder do CDS-PP Açores, Artur Lima, acusa o Governo Regional e a ATA (Associação de Turismo dos Açores) de “mentirem” sobre o processo Delta: “O Governo Regional prejudica deliberadamente a ilha Terceira. O tempo deu-nos razão, pois está provado que o Governo Regional e a ATA mentiram quando disseram que as negociações tinham sido feitas por iniciativa comercial da companhia. O Governo Regional omitiu dados e faltou à verdade. A ilha Terceira não pode ser a ilha onde apenas fica a contaminação e o que de negativo a presença norte-americana deixou, merece mais por direito próprio. Quanto ao Governo Regional, apressou-se a dizer que a vinda da Delta Airlines para os Açores nada tinha a ver com o Acordo da Base das Lajes e muito menos com eventuais compensações pela redução do contingente norte-americano na ilha Terceira, mentindo aos terceirenses”, acrescenta.

Já o PSD/Terceira critica o Governo Regional por continuar sem cumprir a promessa de criar acordos interline entre a Delta Airlines e a SATA, de forma a permitir que os passageiros da companhia norte-americana desembarcados em São Miguel possam, com um único bilhete, visitar qualquer ilha, se assim o pretenderem.

António Ventura, Presidente da Comissão Política de Ilha, diz ainda que o Governo “tinha a obrigação de negociar a favor da Terceira, mas apenas mostrou uma incompetência propositada” em todo o processo, “que já dura há longos meses”. Ventura diz ainda que o Governo Regional se “esqueceu propositadamente da coesão territorial, a favor dos votos, por uma posição meramente calculista e eleitoralista”.