Gaudêncio defende “órgão isento” que avalie concursos de acesso à função pública açorian

2019-01-28

Gaudêncio defende “órgão isento” que avalie concursos de acesso à função pública açorian

O Presidente do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, pede um “rejuvenescimento da administração pública regional” e defende a criação de um “órgão isento” que avalie os concursos de entrada dos jovens nesse setor.

O social-democrata falava na sessão de encerramento do XX congresso regional da JSD/Açores, salientando que “é deveras importante haver um órgão isento que possa controlar a admissão de jovens quadros na administração pública”, uma vez que, acrescentou, “sabemos quem são as pessoas que muitas vezes, antes de os concursos serem lançados, já sabem que vão ficar com os lugares”.

Para Alexandre Gaudêncio é, também, importante haver uma “reforma nos programas de estágios e emprego” para jovens açorianos, sendo importante “tirar as potencialidades das ilhas que perdem pessoas” por via de “planos estratégicos que possam identificar as virtudes de cada local” e que levem à criação de “ações que visem a integração de jovens quadros”.

Contudo, “mais do que criar planos ou documentos estratégicos”, o próprio Governo Regional, do PS, “já podia estar a dar uma resposta” ao desemprego jovem na Região, por via do “rejuvenescimento da administração pública regional”, com “critérios de isenção e transparência”.

No que se refere ao setor educativo, o Presidente do PSD/Açores abordou os cursos profissionais e pediu “mais turmas” e “áreas vocacionais em função da realidade social e económica de cada localidade” ou ilha.

Depois, falando das eleições europeias de maio, Gaudêncio garantiu que o PSD/Açores tudo fará para que a Região fique “devidamente representada” na lista do PSD ao Parlamento Europeu.

O líder reeleito da JSD/Açores, Flávio Soares, por seu turno, diz que a Região “precisa de uma mudança” e de “devolver esperança aos jovens”, nomeadamente através da criação de emprego.

“A taxa de desemprego jovem na Região é de 32%, ao passo que a nível nacional está abaixo de 20%”, sinalizou, acrescentando que “a criação de emprego é que tem de ser a verdadeira política de juventude. É ao criar emprego que se podem fixar os jovens nas ilhas onde nasceram”, prosseguiu o dirigente da JSD.