Carnaval 2019: 130 danças, 36 salões, 2000 pessoas e o RCA em direto do Ramo Grande

2019-03-01

Carnaval 2019: 130 danças, 36 salões, 2000 pessoas e o RCA em direto do Ramo Grande

O Carnaval da Ilha Terceira, espalhado por esse mundo fora, tem este ano cerca de 130 danças, bailinhos ou comédias para atuar em dezenas de palcos.

Tudo já começou. Desde há três semanas que se vive Entrudo com a atuação dos bailinhos da terceira idade, em várias sociedades da ilha Terceira. Foram 16 no seu total.

Para este fim de semana de Carnaval, a ilha conta com 67 danças, bailinhos e comédias para passarem pelos 36 palcos das sociedades recreativas da ilha.

Participam, como músicos e atores, no Entrudo da Terceira, um total de 1.970 pessoas, sendo 1.136 homens e 833 mulheres.

Toda esta gente põe metade da ilha a fazer e a outra metade a ver o Carnaval.

Para além disso, não é difícil encontrarmos mais meia-dúzia de bailinhos de crianças, ensaiados e exibidos pelas escolas e colégios.

Para a América e Canadá a tradição foi levada nas malas da saudade dos nossos emigrantes.

Na Costa Leste dos EUA (Nova Inglaterra) estão programadas 19 danças ou bailinhos: 18 vão percorrer os diversos salões das localidades; já o Bailinho de Cambridge vem atuar aos salões da ilha Terceira.

A Califórnia conta com 15 danças ou bailinhos que se irão exibir pelos salões daquele grande Estado norte-americano, com atuações planeadas e programadas, já que as distâncias, por vezes, ultrapassam as 6 horas de viagem entre salões.

O Canadá também marca a sua presença neste Carnaval, como sempre. São 10 danças ou bailinhos, que se irão apresentar pelos diversos salões das sociedades culturais, fundadas pelos portugueses. Destes 10, dois vêm atuar no Carnaval da ilha Terceira e um vai à Costa Leste dos EUA.

Este ano, existem 2 danças de espada, para atuarem na Terceira… uma vem de Toronto e outra é da própria ilha, da localidade da Casa da Ribeira.

A Terceira recebe um bailinho da Costa Leste e uma dança de espada do Canadá, para além de elementos que vieram da emigração para integrarem diversos bailinhos e danças.

Da ilha Terceira foram elementos para a diáspora para se integrarem lá nessas manifestações carnavalescas, incluindo puxadores, para além dos diversos enredos que para lá seguiram.

A ilha é um viveiro de poetas e por todo o lado se encontra alguém que sabe fazer e escrever um enredo. O mesmo acontece nas nossas comunidades emigradas. São muito e bons.

O nome que mais se salienta é o de Hélio Costa que, só este ano, mesmo meio adoentado, teve à sua conta 40 assuntos escritos, que se vão somar aos 1242 que já escreveu até à data.

Ricardo Martins e João Mendonça são outros autores com maior número de assuntos que se vão apresentar este ano.

Do total de grupos que participam no Carnaval terceirense, 70 são bailinhos, 6 danças de pandeiro, 2 danças de espada, 8 comédias e um monólogo.

O futuro do Carnaval terceirense está assegurado. É só ver a quantidade de gente nova envolvida…