Empresários de São Miguel querem Azores Airlines e SATA Air Açores privatizadas

20-09-2021

Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada defende privatização da Azores Airlines em 51% e da SATA Air Açores em 49%.

Empresários de São Miguel querem Azores Airlines e SATA Air Açores privatizadas

A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada defende que o novo processo de privatização da Azores Airlines seja de 51%, propondo ainda que o capital social da SATA Air Açores também seja posto à venda em 49%.

Mário Fortuna, Presidente da Câmara do Comércio micaelense recebeu o Presidente do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, e apresentou-lhe esta e outras propostas relacionadas com a SATA e empresas públicas.

De acordo com Mário Fortuna, “a SATA precisa de outros olhos dentro da empresa para impedir ações ruinosas como se verificaram até aqui”.

Sobre o orçamento retificativo proposto pelo Governo Regional, que irá permitir aumentar o apoio à SATA de 25 para 40 milhões de euros, através de um reforço do capital social da SATA Air Açores, o Presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada diz que “peca por ser limitado” e defende que é necessário “muito mais para colocar a SATA numa situação desafogada”.

Os empresários temem que a SATA entre em incumprimento com os seus principais fornecedores, correndo o risco de algum pedir a penhora dos seus ativos, nomeadamente os aviões da sua frota. E quando há fumo… há fogo!

À saída da reunião com os empresários, Alexandre Gaudêncio, Presidente do PSD/Açores, não descurou, de todo, a proposta dos empresários, alegando que importa estudar uma solução para a SATA que dê resultados positivos como a solução que foi encontrada para a EDA.

Noutra frente, o líder do PSD/Açores anunciou a apresentação de uma proposta de redução de impostos, em sede de IVA e de IRC, visando "recuperar, em dois anos civis, o diferencial fiscal dos 20 para os 30%, devolvendo mais poder de compra às pessoas e às empresas".

Alexandre Gaudêncio diz que o Orçamento da Região para 2019 prevê uma carga fiscal extremamente pesada, acrescentando que nunca se pagaram tantos impostos nos Açores, como se prevê pagar em 2019.