Praiense sai da Taça de Portugal "de cabeça bem levantada"

20-09-2021

Praiense jogou bem, fez frente ao poderoso Sporting de Braga e só no último minuto do jogo não conseguiu segurar o empate. Francisco Agatão diz que a sua equipa deixa a Taça de Portugal "de cabeça bem levantada".

Praiense sai da Taça de Portugal

Foi um Praiense ambicioso e determinado que defrontou um Sp. Braga, candidato ao título nacional de futebol, aquele que se apresentou este domingo, na quarta eliminatória da Taça de Portugal. 

O nulo ao intervalo premiava a coragem e o futebol positivo dos encarnados da Praia. É verdade que os arsenalistas dominaram e, aqui e ali, estiveram perto do golo, nomeadamente quando Paulinho acertou na trave, mas sentiram sérias dificuldades em ultrapassar a organização açoriana.

Todavia, o Praiense também podia ter chegado à vantagem a meio da etapa inicial. Contra-ataque rápido, após perda de bola de Raúl Silva, e remate forte de Danny Esteves, só que o guardião Marafona respondeu à altura.

A resistência terceirense pareceu quebrar nos primeiros minutos da segunda parte quando João Novais abriu a contagem, com o esférico a bater em Cristiano e a enganar Tiago Maia. 

No entanto, aos poucos, o Praiense reagiu. Buba rendeu Forbs, o ataque das ilhas de bruma ganhou nova vida e, no espaço de dois minutos, o empate esteve perto em duas ocasiões, por intermédio de Diogo Moniz e João Peixoto - que, na cobrança de um canto direto, acertou no poste. 

E pouco depois foi de vez. Na execução de um livre, o capitão do Praiense acerta no poste, só que um jogador minhoto toca com a mão no esférico. Grande-penalidade que João Peixoto não desperdiçou. 

O Praiense calava os poucos adeptos da equipa da casa para gáudio da meia centena de açorianos que não se cansava de apoiar nas bancadas. Acontece que, a poucos segundos do final do jogo, Paulinho desfez o sonho do líder da Série "D" do Campeonato de Portugal. Fica, porém, uma prestação que engrandece o clube e o futebol ilhéu.

Francisco Agatão, técnico no Praiense, no final do jogo disse que a sua equipa merecía “pelo menos o prolongamento”, acrescentando que o Praiense “foi sempre uma equipa de caráter que procurou discutir a eliminatória. Dignificámos o clube, a Praia da Vitória e os Açores. O Sporting de Braga procurou pressionar, mas o Praiense respondeu à altura. A equipa soube reagir ao golo sofrido e chegou ao empate com inteira justiça. É pena aquele golo mesmo a terminar e quando já estávamos a pensar no tempo extra. Saímos de Braga de cabeça bem levantada, embora cientes de que poderíamos ter chegado mais além".

Este ano fica por aqui a caminhada do emblema da Cidade de Nemésio na Taça de Portugal.